quinta-feira, 24 de setembro de 2009

"sou uma depravada.
há em mim uma insatisfação tal
um orgasmo por cumprir,
neste meu querer que nada quer
há uma pornografia inerente ao meu sentir.
há espasmos que se assemelham a penetrações de loucura.
há uma busca infindável pela minha sanidade,
um desejo imperativo de alcançar sobridade.
e há uma sede e uma fome do tudo
e um apetite invariável do nada
e não sei mais como tolerar este meu corpo
que somente defeca, urina e morre de vaidade"

sábado, 12 de setembro de 2009

« enquanto durar, é ir ás nuvens e voltar. »

É um clássico. Com todas as particularidades que lhe pertencem. Há drama, há paixão, risco, pecado, crime, há medo e muito, muito sabor. Dançam noites foras, perdidos no luar que se sentou confortável na linha do horizonte. O amor pelo homem mais velho. Dois elementos que o mundo julga incompatíveis, como fogo e agua mergulhados numa bolha de sabão. Um enlouquecer de desejo mútuo. De primeiro grande amor a um e o apaixonar pela imaturidade doce de outro. O receio de perda é subconsciente. Ainda assim afirma felicidade. Porque tal como os desafinados também cantam, os clássicos também podem ser surpreendentes e tão, tão bons.


O risco è um excelente afrodisíaco. Não se deve julgar, desde que as duas pessoas estejam bem, é o que mais interessa.

«Cantem os desafinados, amem-se os clássicos.»


(...)


esperança Y